Candidata à reeleição fala de emendas, causa animal e direitos das mulheres em entrevista.

A deputada estadual e candidata à reeleição Ieda Chaves (União Brasil) participou nesta quarta-feira (19) de um bate-papo direto, sem rodeios, com o jornalista e apresentador Carlos Caldeira, com o podcast "Sem Filtro - Eleições 2026", exibido  pela TV Norte Rondônia, serviu de palco para a candidata falar sobre a atuação parlamentar, a defesa da causa animal, a proteção à infância, os direitos das mulheres e o empreendedorismo social, além dos bastidores da política rondoniense.

Nos primeiros minutos, ao ser questionada sobre o que prometeu na campanha de 2022, quando foi eleita com 24.667 votos, a maior votação feminina da história da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), ela foi enfática. "Na verdade, eu não diria que foi uma promessa que eu não consegui cumprir. Eu diria que esse meu compromisso é de dar uma continuidade justamente ao que a gente começou neste mandato de quatro anos", declarou.

Ieda Chaves também lembrou das limitações do cargo. "A gente tem que ter fiscalização junto ao governo do Estado, a gente tem que propor leis, a gente tem que também ter uma responsabilidade muito grande na destinação das emendas parlamentares, das quais a gente tem essa responsabilidade de fazer", acrescentou.

Agricultura familiar

Durante a conversa, a candidata citou os avanços junto aos mais de 40 municípios nos quais destinou mais de R$ 58 milhões em investimentos. Ela reiterou que o mandato avançou junto aos produtores rurais, especialmente no fomento à economia local. "Se eu destino um recurso para aquela associação que está plantando alguma coisa, que está cultivando a terra e trazendo alimento aqui para a nossa mesa, essas pessoas, às vezes, estão fazendo até de forma muito manual, de forma muito artesanal. A partir do momento em que elas têm a possibilidade de ter um recurso para ter implementos agrícolas, elas vão aumentar a produção, vão gerar mais pessoas envolvidas trabalhando", destacou.

Atuação comprometida e de resultados

"Então, como deputada estadual, eu tenho essa possibilidade de ver resultados rápidos. Porque uma vez que a gente se envolve com uma associação, que a gente vai lá e destina, a gente tem relatos maravilhosos de como era e como ficou depois de uma emenda parlamentar destinada, de algo que a gente lutou para mudar, juntamente fazendo indicações ao governo do Estado. Então, isso é uma coisa que faz a gente ter essa motivação para trabalhar, quando a gente vê esse resultado diretamente impactando para melhor na vida das pessoas", disse.

Segurança pública

A conversa também abordou uma das principais pautas do mandato, o direito das mulheres. O tema veio à tona em meio a dados que chamam atenção em ano eleitoral. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 23 de julho deste ano, apontou crescimento de 66,7% nos feminicídios em Rondônia: em 2025, foram 25 casos registrados, taxa de 2,87 por 100 mil mulheres. As ocorrências de lesão corporal dolosa em contexto doméstico subiram 6,6%, totalizando 4.094 registros, média de 11 mulheres agredidas por dia.

"Olha, vamos lá, por exemplo, na questão do orçamento para a segurança pública. A gente pode lutar para que se coloque mais recursos, para que se coloque, por exemplo, na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que atende casos de violência doméstica, 24 horas no final de semana. Porque a violência contra a mulher, na hora em que ela mais acontece, é quando a mulher não tem para onde ir. Porque chega lá... Não, é só em horário comercial, de segunda a sexta", informou.

Necessidade de maior articulação política

Para complementar, Ieda Chaves disse que a Frente Parlamentar Feminina, uma indicação feita por ela à Presidência da Alero, desenvolve um trabalho com insistência desde 2023 em pautas de defesa da mulher, mas sobre impasses. "Apresentei propostas como uma indicação. A gente não tem o poder na Alero de fazer isso virar lei (todos os pleitos). Isso depende de articulação junto ao Estado. No momento de aprovar o orçamento, a gente pode também tentar fazer esse ajuste para dar um pouco mais de orçamento para essa causa. Agora, tudo depende da boa gestão no governo, tudo depende de ter mais arrecadação", concluiu.